Publicado por (4) Comentários
Tenho lido por esse mundão de Deus afora, artigos que questionam e colocam em discussão temas – válidos e interessantes – sobre o que é (ou não) importante na arte (?) de blogar, e sempre me vem a lembrança o que me fez enveredar por esse caminho no final de janeiro de 2006.
Na época (e até então) se restringiam (e se restringem) a duas razões: uma de cunho social e a outra de cunho pessoal. Simples assim, até porque não detinha conhecimento suficiente sobre o assunto. É claro, que levava em conta a variável risco presente em qualquer empreendimento. Não a de ordem financeira, pois o custo é, pode-se dizer, relativamente pequeno ou nulo frente a segunda razão.
Calma, vou explicar!
Tenho uma característica (certamente não é privilégio meu), desde muitos anos, de experimentar coisas novas por conta própria e a mesma facilidade de abandoná-las depois de adquirir um certo conhecimento sobre as mesmas. Nessas, frise-se, e somente nessas condições, me considero um “cabra” altamente volúvel ou instável.
E você pode agora me perguntar:
- E daí cara, o que isto tem a ver com blogar a custo zero?
E eu lhe respondo:
- Foi o meio que eu encontrei para me forçar a diminuir o grau de volubilidade.
Ou seja, o investimento eu faria de qualquer maneira (eu me conheço!), mas, em contrapartida tenho, dessa maneira, benefícios enormes, dentre os quais posso destacar:
Logo, como a concluir a demonstração de um teorema, a relação custo-benefício me é altamente favorável.
Quanto a razão social (Viche! parece coisa de empresa) se resume na seguinte frase: considero-me uma pessoa privilegiada por tudo que a Sociedade me deu e, portanto, devo compartilhar com ela (ou parte dela) os conhecimentos que me foram proporcionados.
Mas, aí veio o dilema: E se não houver interesse pelo que escrevo? Bom, este era um risco futuro e não interferiu na minha decisão.
Hoje, arrisco dizer que valeu a pena, sob os dois ângulos adotados por mim. E tomo por base as estatísticas do Viche e os comentários recebidos sobre os artigos publicados.
Claro, que apesar de tudo o que foi dito não me considero um idealista ou puritano. E se houver oportunidade de faturar com o blog, dentro das regras de boa conduta estabelecidas, não vou desperdiçá-la. Afinal não sou rico, como, bebo, fumo, tenho filhos e outras coisas mais! Tõ doido, tô doido, tô doido, será?
Publicado por (1) Comentário
Minha idéia inicial era escrever sobre a validação de campos de formulário, uma operação relativamente simples, com o uso da ferramenta AJAX. Mudei de rumo (fica para outra oportunidade, a ver se interessa) em função do que digo um pouco mais abaixo (vocês, certamente, vão descobrir) para abordar dois aspectos relacionados, que considero, como os principais e os mais importantes, sobre o assunto:
Quanto ao primeiro item a boa prática recomenda que devemos fazer o possível (ou até o impossível) para impedir que erros ocorram. E, se por acaso, não puder ser feito procure informar (o “jeito” deixo por sua conta) a seus usuários os erros ocorridos tão logo possa.
No entanto, mesmo com as técnicas hoje existentes para evitar (será?) a situação e melhorar a interação com o usuário, é comum se deparar com formulários, as vezes até extensos, em que recebemos a resposta de erro após clicar no famigerado (nestes casos) botãozinho do Submit, Ok, Enviar ou qualquer outro nome que venha a ter. E o que é pior, retorna o erro com o formulário totalmente em branco.
Se o seu browser não estiver parametrizado com o autocomplete ou algo como no FF – Memorizar dados fornecidos a formulários e ao campo de pesquisa -, o único jeito é redigitar tudo. Só faço isso em caso de total interesse, mas mesmo assim desabafo: p#*% que p*&%@. Quando parametrizado basta digitar a(s) primeira(s) letra(s) ou número(s) e aparece a “janelinha” milagrosa para selecionar a informação o que, apenas, ameniza o desabafo.
Quem não passou por essa situação levante o dedo ou, se sim, desabafe nos comentários, mas com bastante calma, heim!
No WordPress, se você não tiver um plugin ou template com JavaScript/AJAX, a validação do formulário de contato, por exemplo, ocorre, como padrão, do lado do servidor. Pelo menos a experiência não é tão dolorosa pois ele retorna com a mensagem dos erros ocorridos e com a informação dos campos digitados anteriormente.
Aliás, foi esse fato que me motivou a escrever este artigo, quando resolvi testar o formulário de contato aqui do Viche. Ele faz exatamente como dito acima, só que as mensagens de erro estão escritas em inglês quando retorna. A mancada permanece só para “inglês ver”.
Resolvi, então, perambular por alguns blogs e sites dos quais assino o feeds (de famosos, pretendentes a, e nem tanto) e me deparei com situações como:
Diante dos fatos apontados será o caso de se criar uma nova campanha, a do Formulator Validator Tabajara? Se não for o caso, dê uma testadinha básica no seu formulário de contato, desde que disponibilizado (óbvio!), e nos:
Para encerrar, sou a favor do e para a validação de formulário (veja item 2. no início do artigo), apesar do duplo esforço. E você, diga aí o que acha e qual a razão?
A potenciação nos fornece um meio simples, prático e rápido para calcularmos a potência de grau 2 de um número inteiro, comumente conhecida como o quadrado desse número.
Como todos sabem, o meio em questão, corresponde ao produto (multiplicação) do número por ele mesmo, ou seja:
52 = 5 x 5 = 25
Mas, Pitágoras, filósofo e matemático grego, século VI antes de Cristo, inventou uma regra diferente (e um pouco mais complicada, convenhamos) para obter o resultado da potência de grau 2 de um número, que consiste em:
O quadrado de um número inteiro n é igual a soma dos n primeiros números inteiros ímpares.
Para números pequenos vemos, facilmente, que a afirmação é verdadeira, através do uso direto do enunciado. Vejam:
E como saber que a afirmação é válida para o número 5.227, por exemplo? No “braço” é extremamente trabalhoso comprovar, pois teríamos que somar os primeiros 5.227 números inteiros ímpares e, após, verificar que o resultado é igual ao quadrado de 5.227.
No entanto, se observarmos com um pouquinho mais de atenção veremos que a sequência formada pelos primeiros n números ímpares:
(1, 3, 5, 7, …., an)
é uma Progressão Aritmética (PA) de razão r = 2, onde an representa o enésimo termo ou o enésimo número ímpar.
Desse fato é suficiente, agora, utilizarmos das propriedades de uma PA. Mais especificamente das fórmulas do termo geral e da soma dos termos de uma PA finita, para demonstrarmos que Pitágoras esta com toda a razão (não a da PA).
Primeiro vamos determinar o valor de an em função de n:
an = a1 + (n – 1)r = 1 + (n – 1)2 = 2n – 1
Para concluirmos, mostrando que a soma Sn é igual a n2:
Sn = [(a1 + an)n]/2 = [(1 + 2n - 1)]n/2 = 2n2/2 = n2
Pronto! não é que o homem tinha razão?
Visite o Cabeçolinha – a bola (de gude) da vez.
Publicado por (58) Comentários
Em sequência ao artigo Conjuntos: Noções Básicas – Parte I vamos agora abordar as principais operações com conjuntos.
Consideremos os dois conjuntos:
A = {b, l, o, g, i, e} e B = {b, v, i, l, c, h, e}
Podemos pensar num novo conjunto C, constituído por aqueles elementos que pertencem a A ou que pertencem a B. No exemplo em questão esse novo conjunto é:
C = {b, l, o, g, v, i, c, h, e}
Repare que o conjunto C foi formado a partir dos conjuntos A e B, onde os elementos repetidos (os que estão em A e em B) foram escritos apenas uma vez, e dizemos que se trata da reunião (ou união) do conjunto A com o conjunto B. A reunião (ou união) de A e de B (ou de A com B) é usualmente representada por A U B. Com esta notação tem-se:
A U B = {b, l, o, g, v, i, c, h, e}
Esse exemplo sugere-nos a seguinte definição geral para a reunião de conjuntos.
Definição 1. Dados dois conjuntos quaisquer A e B, chama-se união ou reunião de A e B o conjunto formado pelos elementos que pertencem a pelo menos um desses conjuntos (podendo, evidentemente, pertencer aos dois), isto é, o conjunto formado pelos elementos que pertencem a A ou a B. Em símbolos:
Exemplos:
A definição 1 nos diz que um elemento x pertencer a A U B é equivalente a dizer que uma das proposições “x pertence A” ou “x pertence a B” é verdadeira. Desse fato decorre que:
Propriedades da União
Sejam A, B e C três conjuntos quaisquer. Então são verdadeiras as seguintes propriedades:
Demonstração da propriedade comutativa:
Da definição da união de conjuntos temos:
Como A U B é o conjunto dos elementos de U (universo) que, ou pertencem a A, ou pertencem a B e B U A é o conjunto dos elementos de U que, ou pertencem a B, ou pertencem a A, e as proposições p v q (p ou q) e q v p (q ou p) têm o mesmo valor lógico, concluí-se que a propriedade é verdadeira.
Seja A o conjunto dos eleitores que votaram em Lula para Presidente e B o conjunto dos eleitores que votaram em Arlete para Governadora do DF, no primeiro turno das eleições de 2006. É certo supor que houve eleitores que votaram simultaneamente nos dois candidatos no primeiro turno. Assim somos levados a definir um novo conjunto, cujos elementos são aqueles que pertencem ao conjunto A e ao conjunto B. Esse novo conjunto nos leva à seguinte definição geral.
Definição 2. Sejam A e B dois conjuntos quaisquer. Chamaremos intersecção de A e de B (ou de A com B) a um novo conjunto, assim definido:
Exemplos:
Da definição de intersecção resulta que:
Os fatos acima nos diz que A intersecção B é um subconjunto de A e de B, ou seja:
Propriedades da Intersecção
Sejam A, B e C três conjuntos quaisquer. Então são verdadeiras as seguintes propriedades:
1. Idempotência:
2. Comutativa:
3. Elemento Neutro – O conjunto universo U é o elemento neutro da intersecção de conjuntos:
4. Associativa:
Demonstração da propriedade associativa:
O conjunto do primeiro membro da igualdade é constituído pelos elementos x pertencentes a U tais que (por definição):
onde na segunda passagem foi utilizada, novamente, a definição de intersecção entre os conjuntos B e C. Tendo em vista que a proposição p ^ (q ^ r) tem o mesmo valor lógico da proposição (p ^ q) ^ r vem que esse conjunto é constituído por elementos de U tais que:
Assim, fica demonstrado que o primeiro conjunto da igualdade está contido no segundo. Para concluir a demonstração, isto é, provar que o segundo conjunto está contido no primeiro, é só seguir o caminho inverso
Quando dois conjuntos quaisquer A e B não têm elemento comum, dizemos que A e B são conjuntos disjuntos. Em outras palavras, dois conjuntos são disjuntos quando a intersecção entre eles é igual ao conjunto vazio.
Sejam A, B e C três conjuntos quaisquer, então valem as seguintes propriedades que inter-relacionam a união e intersecção de conjuntos:
Note que a propriedade 3 é a distributiva da união em relação à intersecção e a 4 a distributiva da intersecção em relação à união.
Seja A o conjunto dos eleitores que votaram em Lula para Presidente e B o conjunto dos eleitores que votaram em Arlete para Governadora do DF, no primeiro turno das eleições de 2006. É certo pensar que teve eleitores que votaram em Lula mas não votaram em Arlete. Isto nos leva ao conjunto dos elementos de A que não são elementos de B.
Definição 3. Sejam A e B dois conjuntos quaisquer. Chamaremos a diferença entre A e B o conjunto dos elementos de A que não pertencem a B.
Exemplos:
Antes de prosseguirmos apresento, a título de ilustração, um diagrama de Euler-Venn com os conceitos até aqui tratados, onde a diferença corresponde à parte branca de A, a intersecção à parte cinza claro e a união à essas duas partes mais a cinza escuro.
Note que as propriedades 1. e 2. acima podem ser facilmente visualizadas nesse diagrama.
Definição 4. Dados os conjuntos A e B quaisquer, com B contido em A, chama-se complementar de B em relação a A o conjunto A – B, e indicamos como:
Exemplos:
Observe que nos exemplos acima a condição para que o complementar de B em relação a A esteja definido é cumprida (B contido em A).
Propriedades da Complementação
Sendo B e C subconjuntos de A, valem as propriedades a seguir:
Vamos demonstrar apenas a primeira parte da propriedade 1. As demais deixo como exercício, me colocando à disposição para sanar eventuais dúvidas.
Da definição de intersecção de conjuntos e do complementar temos que:
Publicado por (93) Comentários
Este artigo e o a ser publicado – Parte II – se propõem a apresentar as principais propriedades da Teoria dos Conjuntos, que tem sua origem nos trabalhos do Matemático russo Georg Ferdinand Ludwig Phillipp Cantor, nascido em S. Petersburgo (1845-1918), e são decorrência de três axiomas ou noções primitivas – noções cuja verdade é de si evidente:
a) Conjuntos
A noção de conjunto em Matemática é praticamente a mesma utilizada na linguagem cotidiana: agrupamento, classe, coleção. Por exemplo:
b) Elemento
Cada membro ou objeto que entra na formação do conjunto. Assim:
c) Pertinência entre elemento e conjunto
Por exemplo, V é um elemento do conjunto das letras maiúsculas do alfabeto, ou seja, V pertence àquele conjunto. Enquanto que v não pertence.
Como se vê são conceitos intuitivos e que se supõe sejam entendidos (evidentes) por todos.
Conjunto: Representado, de forma geral, por uma letra maiúscula A, B, C, …
Elemento: Por uma letra minúscula a, b, c, x, y, z, …
Pertinência: Sejam A um conjunto e x um elemento. Se x é um elemento de A (ou x pertence a A) indicamos por:
Caso contrário, ou seja, se x não é um elemento de A (ou x não pertence a A) escrevemos:
a) Extensão ou Enumeração
Quando o conjunto é representado por uma listagem ou enumeração de seus elementos. Devem ser escritos entre chaves e separados por vírgula ou ponto-e-vírgula.
Exemplos:
Observações:
b) Propriedade dos Elementos
Representação em que o conjunto é descrito por uma propriedade característica comum a todos os seus elementos. Simbolicamente:
A = {x | x tem a Propriedade P}
e lê-se: A é o conjunto dos elementos x tal que (|) x tem a propriedade P.
Exemplos:
c) Diagrama de Euler-Venn
Um conjunto pode ser representado por meio de uma linha fechada e não entrelaçada, como mostrado na figura abaixo. Os pontos dentro da linha fechada indicam os elementos do conjunto.
Embora o conceito intuitivo de conjunto nos remeta à idéia de pluralidade (coleção de objetos), devemos considerar a existência de conjunto com apenas um elemento, chamados de conjuntos unitários, e o conjunto sem qualquer elemento, chamado de conjunto vazio (Ø).
O conjunto vazio é obtido quando descrevemos um conjunto onde a propriedade P é logicamente falsa.
Exemplos de Conjuntos Unitários:
Exemplos de Conjuntos Vazios:
É o conjunto ao qual pertencem todos os elementos envolvidos em um determinado assunto ou estudo, e é simbolizado pela letra U.
Assim, se procuramos determinar as soluções reais de uma equação do segundo grau, nosso conjunto Universo U é R (conjunto dos números reais); se estamos interessados em determinar os deputados federais envolvidos com o mensalão, nesse caso o universo U tem como elementos todos os deputados federais da atual legislatura.
Portanto, é essencial, que ao descrever um conjunto através de uma propriedade P, fixemos o conjunto universo em que estamos trabalhando, escrevendo:
Dois conjuntos A e B são iguais quando todo elemento de A pertence a B e, reciprocamente, todo elemento de B pertence a A:
Observações:
Um conjunto A é um subconjunto de (está contido em) B se, e sómente se, todo elemento x pertencente a A também pertence a B:
onde a notação
significa “A é subconjunto de B” ou “A está contido em B” ou “A é parte de B”. A leitura da notação no sentido inverso é feita como “B contém A”. Observe que a abertura do sinal de inclusão fica sempre direcionado para o conjunto “maior”. Na forma de diagrama é representado como:
Exemplos:
Observe que na definição de igualdade de conjuntos está explícito que todo elemento de A é elemento de B e vice-versa, ou seja, que A está contido em B e B está contido em A. Assim, para provarmos que dois conjuntos são iguais devemos provar que:
Sejam D, E e F três conjuntos quaisquer. Então valem as seguintes propriedades:
Com exceção da primeira propriedade, a demonstração das demais é bastante intuitiva e imediata. Vamos, portanto, provar a primeira:
Partimos da tese de que se o conjunto vazio não é um subconjunto de D, então é necessário que pelo menos um elemento desse conjunto não esteja contido no conjunto D. Como o conjunto vazio não possui nenhum elemento, a sentença Ø ¢ D é sempre falsa. Logo, o conjunto vazio está contido em D é sempre verdadeira.
Chama-se Conjunto das Partes de um conjunto E – P(E) – o conjunto formado por todos os subconjuntos de E:
Exemplos:
Observações:
A demonstração do item 5. é feita pelo Princípio da Indução Finita e será feita oportunamente.
Por enquanto é só. Aguardem o próximo artigo. Enquanto isto dê a sua opinião nos comentários, ela é muito importante.
Comentários