Muito sobre Matemática e nem tanto sobre CSS, PHP, AJAX, Javascript, Wordpress e outros assuntos

Arquivos: fevereiro, 2006

28
fev

Em vista do número de visitas ao VICHE originadas a partir dos dois últimos trabalhos publicados por mim, resolvi disponibilizar aqui seus links de acesso:

  1. Blix Theme: publicado no CSS Table Gallery, de Chris Heillman. Experimento destinado a exercitar sua criatividade manipulando uma tabela 100% por CSS;
  2. Snowdrop: tema publicado no Gigastyle, de Mark Creeten. Baseado na idéia original do CSS Zen Garden, de Dave Shea. Inspirado no tema Farol publicado no Revolução do CSS e nas cores da bandeira brasileira já que estamos em tempo de Copa do Mundo de Futebol.
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23
fev

Dentro do mesmo princípio adotado no post Passe de Mágica, em que muitas pessoas conhecem o fato, e o assumem como verdadeiro com uma naturalidade surpreendente, mas não o porquê do fato, dissertarei sobre conceitos e principais propriedades da potenciação visando demonstrar que a0 = 1, para a diferente de zero, muito embora não tenha significado como operação, em vista da definição de potenciação dada abaixo. Como se verá trata-se, como no caso do post mencionado acima, de uma demonstração muito simples (ou trivial no linguajar matemático).

I. DEFINIÇÕES

Vamos começar do começo – eita que frase arretada! – definindo, de maneira simples e direta, que potenciação de um número relativo a nada mais é do que a multiplicação reiterada de a por ele mesmo um número n de vezes, n inteiro e positivo. Ou seja:

Definição de Potenciação

onde se estabeleceu a notação (ou representação simbólica) an para indicar de forma resumida e simplificada (e, diga-se, criativa) esse produto, denominando-se a a base da potência e n o expoente ou grau da potência. Se lê a representação simbólica an como “potência n de a” ou “potência enésima de a” ou “a elevado a n“.

Potência de grau n de a é o produto de n fatores iguais a a. Assim:

  • a0 é a potência de grau zero de a ou potência de expoente zero, a um número real diferente de zero;
  • a1 é a potência de grau 1 de a, sendo igual ao próprio a. Neste caso é dispensável escrever o expoente;
  • a2 é a potência de grau 2 de a, conhecida como quadrado de a ou a ao quadrado;
  • a3 é a potência de grau 3 de a, conhecida como o cubo de a ou a ao cubo.

II. PROPRIEDADES DA POTENCIAÇÃO

a) A potência de grau n de um produto é igual ao produto das potências de grau n dos fatores deste produto. Ou seja:

[1] (abc)n = an.bn.cn [2]

A recíproca também é verdadeira.

Antes de apresentar a demonstração vale explicitar o que significa recíproca. Tomando a igualdade acima, a justificação da propriedade deve ser feita partindo-se de [1] para obter [2]. A recíproca (como o próprio nome diz) é feita partindo-se de [2] para obter [1].

Demonstração:[1] -> [2]

Por definição:

Demonstração da Propriedade a)

Como a ordem dos fatores de um produto não altera o produto, temos:

Demonstração da Propriedade a)

Reciprocamente ([2] -> [1]):

Demonstração da Propriedade a)

b) O produto de potências de uma mesma base é igual à potência desta base, cujo expoente é a soma dos expoentes dos fatores:

am.an = am+n

Em outras palavras, em um produto de potências com a mesma base, conserva-se a base e soma-se os expoentes. A recíproca é verdadeira.

Demonstração:

Demonstração da Propriedade b)

A recíproca deixo por conta do leitor.

c) O quociente de potências de um mesma base é igual à potência desta base, cujo expoente é a diferença entre os expoentes do dividendo e do divisor; isto é:

am/an = am-n, a diferente de zero

Em outras palavras, em um quociente de potências com a mesma base, conserva-se a base e subtrai-se os expoentes. A recíproca é verdadeira.

Demonstração:

Suponhamos que m > n. Então:

Demonstração da Propriedade c)

Eliminando o fator comum ao dividendo e divisor [(a.a ... a) n vezes], obtemos:

Demonstração da Propriedade c)

A demonstração da recíproca é fácil, como o de resto, e fica para o leitor se exercitar.

d) A potência n da potência m de um número relativo a é igual a potência de a cujo expoente é o produto dos expoentes m e n, ou seja:

(am)n = amn

A recíproca é verdadeira.

Se você chegou até aqui, obrigado pelo interesse. Em vez da demonstração aproveito para colocar algumas considerações:Matemática se aprende com o entendimento dos seus conceitos, de saber interpretar as questões, dos porquês da verdade de cada assertiva (as demonstrações) e, principalmente, muita transpiração. Por isso pratique e pratique, pois sómente assim você desenvolve melhor sua capacidade de raciocínio para solucionar problemas e fixar os conceitos.

É com este espírito que deixo como exercício a demonstração desta propriedade. Caso tenha dificuldades entre em contato ou deixe seu comentário. Estarei por aqui pronto para atendê-lo.

e) Potência de expoente negativo de um número relativo a diferente de 0:

a-m = 1/am

A recíproca é verdadeira.

Demonstração:

Antes de demonstrar esta propriedade, farei a demonstração do fato que originou este artigo, i.é, a0 = 1, a diferente de zero. Vamos lá.

Por um lado temos que am/am = 1. E por outro, pela propriedade c) que am/am = am-m = a0 => a0 = 1. Trivial, não.

Agora, fica mais fácil demonstar a propriedade. Primeiro:

a-m = a0-m

Pela propriedade c:

a-m = a0/am = 1/am c.q.d. (como queríamos demonstrar).

A recíproca, mais uma vez deixo como exercício.

E, finalmente, sem entrar no mérito, apresento algumas regras de como proceder com o cálculo de potências em que a base é um número negativo.

  • Se o expoente é par, o resultado é positivo;
  • Se o expoente é ímpar, o resultado é negativo.

Faça seus comentários. Apresente sugestões e na medida do possível procurarei lhe atender.

[ATUALIZAÇÃO] 26/03/2006: Veja o artigo publicado sobre radiciação.

[ATUALIZAÇÃO] 24/04/2006: Veja o artigo publicado sobre Equações Exponenciais.

Referência: Abecedário de Álgebra de Darcy Leal de Menezes.

Recomendo fortemente a leitura do artigo Dificuldades para aprender Matemática, publicado no site Tecnociência por Domingos Verena.

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21
fev

Dois artigos de Mike Stenhouse, muito bons, publicados em seu blog Content White Style.

O primeiro aborda uma forma de se trabalhar com CSS modularmente, agrupando estilos com as mesmas características em folhas separadas, visando ganho de produtividade com o seu uso (reutilização) na construção de site. Estabelece e detalha os seguintes componentes (módulos CSS) básicos: Tipografia, Formulários, Layout Principal, Navegação e Cores. Mostra ainda como criar os links de importação das folhas de estilos e ao final coloca alguns cuidados a serem observados na utilização do método. O artigo completo, em inglês, pode ser visto no blog do autor.

O passo seguinte, detalhado no segundo artigo, foi ampliar os conceitos de CSS modular para convertê-lo em um CSS Framework, permitindo o desenvolvimento rápido de sites com os componentes já desenvolvidos e testados. Propõe uma estrutura ideal das div e mostra o código XHTML da página com base nesta estrutura. Entre outras explicações, apresenta seis layouts construídos usando a modularidade das folhas de estilos e o mesmo código XHTML. Veja os layouts funcionando e faça o download de todos os arquivos fontes utilizados.

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19
fev

No meu tempo, quando estava a aprender multiplicação, era adotado como material didático a velha tabuada composta de pelo menos nove páginas. Uma para a tabuada do 1, outra para a do 2, e assim em diante. Cada página com 10 linhas, onde cada linha tinha a indicação do produto e seu resultado (2 x 1 = 2, …, 2 x 10 = 20). Se o seu objetivo é obter a tabuada de multiplicação de um número clique aqui.

Pitágoras, filósofo e matemático grego, século VI antes de Cristo (veja há quanto tempo!), inventou a tabela abaixo, na qual é possível efetuar todas as operações de multiplicação existentes na velha tabuada. E tudo em um único lugar.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
3 6 9 12 15 18 21 24 27 30
4 8 12 16 20 24 28 32 36 40
5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
6 12 18 24 30 36 42 48 54 60
7 14 21 28 35 42 49 56 63 70
8 16 24 32 40 48 56 64 72 80
9 18 27 36 45 54 63 72 81 90

Para se calcular, por meio desta tabela, o produto de dois números, 5 x 9 por exemplo, basta localizar o multiplicando (5) na primeira linha e o multiplicador (9) na primeira coluna. O resultado do produto está no encontro da linha com a coluna.

Observe que alguns conceitos adicionais podem ser explorados a partir daqui:

  • O de uma composição tabular (matriz) – não estou dizendo que uma criança vá entendê-lo em toda a sua plenitude;
  • Mostrar que em uma multiplicação a ordem dos fatores não altera o resultado, fazendo a operação 9 x 5 diretamente na tabela;
  • Obter resultados de divisões exatas, claro dentro deste universo. Por exemplo: 36:9.

A tabuada de Pitágoras, é óbvio, deve ser utilizada dentro dos mesmos princípios didáticos e curriculares da tabuada tradicional, ou seja, após as devidas explicações do que seja uma multiplicação e uma divisão. No entanto, acredito que o uso da tabuada de Pitagóras tornaria, pelo menos, o aprendizado mais divertido.

A composição da tabela é bem simples: na coluna um encontram-se “os resultados da tabuada do 1″, na dois “os resultados da tabuada do 2″, e assim por diante.

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18
fev

Introdução

Estou iniciando uma série de artigos sobre o tema. Neste introduzirei o cenário, atores e seus papéis de forma bem geral e sucinta. Ou seja, apenas as informações necessárias para o entendimento de onde pretendo chegar.

O resultado final (a apresentação) consistirá de um programa PHP para gerar padrões originados da técnica REPASSO empregada em teares com 4 pedais que será o objetivo deste e dos próximos artigos. Óbvio que antes será fornecido o script.

Trata-se de uma técnica artesanal utilizada no Triângulo Mineiro, pelo menos na época da pesquisa realizada pela extinta Fundação Nacional Pró-Memória, vinculada ao Ministério da Cultura. Como me encontro afastado há bastante tempo da área de pesquisa cultural, não sei precisar se essa técnica permanece em uso na região.

A pesquisa teve uma abrangência muito maior do que a técnica repasso. Tratou de questões, entre outras, como o material têxtil empregado, preparação do fio, tingimento, os instrumentos necessários e de outras técnicas que não o repasso.

A abordagem da técnica repasso se baseava no seguinte princípio:

Que a classificação de uma coleção de objetos culturais seja realizada segundo o processo de sua produção, propiciando, assim, além da referenciação, uma maneira codificada de preservar aquele processo. Esta consiste no estabelecimento de uma notação simbólica – sugerida pela identificação de propriedades pertinentes ao fazer -, de uma ordenação destes símbolos e de regras de como manipulá-las segundo aquele fazer.

Ou seja, ao nos determos no fazer, e não somente no produto deste fazer, vislumbramos a potencialidade de todo o processo, que pode não estar revelada no universo dos produtos observados. Considero o princípio importante, na medida em que se trata de um modelo aberto – abstração que possibilita a compreensão de outros processos da realidade cultural brasileira em que se identifiquem propriedades e regras de operação sugeridas pelo modelo em questão.

O modelo já tinha sido empregado em outro trabalho de minha autoria “Regularidade do Trançado Entrecruzado em Diagonal”, artesanato indígena muito encontrado na região do Alto Xingu, utilizada para produzir padrões geométricos em cestas e outros objetos.

Assim, o que estaremos detalhando a partir daqui seguirá, em um nível mais abstrato, o próprio processo de tecer. Mas antes é preciso montar o cenário.

Cenário, Atores e Papéis

Serão considerados apenas algumas características e instrumentos do processo de tecer utilizados na técnica REPASSO, sem um detalhamento rigoroso, visando fornecer subsídios para o entendimento dos artigos que se seguirão a este.

a) Tear com quatro Pedais

Tear com quatro pedais

Na figura acima estão legendados sómente os elementos do tear que facilitarão o entendimento dos demais artigos:

  • Os quatro pedais, cada um conectado (amarrado) a uma folha de liço, ou seja, o pedal 1 com o liço 1 e assim por diante;
  • Os liços (ou folhas de liços), utilizados para a montagem do urdume (a base do tecido). No desenho não dá para visualizar, mas são compostos de cordões amarrados da extremidade superior para a inferior com um olho (“furo”) no meio onde são passados os fios do urdume;
  • As roldanas onde o cordão que as perpassam está amarrado a um par de liços. Destina-se a proporcionar a abertura do urdume ao se pisar um par de pedais. Isto é, ao pisar o par de pedais 13 os fios dos liços correspondentes abaixam enquanto os outros dois sobem (24). Na técnica REPASSO a pedalagem é sempre aos pares.

b) Lançadeira

lançadeira

Para tecer é necessário urdir e tramar. Acima já dei a dica da montagem do urdume e como se processa a movimentação dos liços a cada pedalagem de um par de pedais. Quando isto ocorre, a lançadeira é jogada na abertura do urdume com o fio da trama (veja figura) passando sobre todos os fios do urdume baixados e sob todos os levantados. A repetição deste procedimento gera o tecido e o seu padrão (desenho). Existem, é claro, outros passos, que não serão aqui tratados, para a obtenção do tecido final (batida do pente – localizado na frente dos liços – para apertar a trama e o uso dos rolos de urdimento e do tecido localizados da parte posterior e anterior do tear, entre outros).

A montagem do urdume e a sequência de pedalagem da trama obedecem regras determinadas pelo código REPASSO abaixo.

c) Código Repasso

Código Repasso

O código repasso se apresenta sob a forma de uma tira de papel, com quatro pautas, nas quais figura uma série de tracinhos verticais ou, muito raramente, algarismos. Ele é o ator principal e serve para indicar tanto a passagem dos fios do urdume nos liços (urdir) como a sequência de pedalagem (tramar). Apesar disto ele é o mocinho da história. Assim, o script será desenvolvido a partir dele nos próximos capítulos, claro, levando-se em conta os atores coadjuvantes. Ah! os numeros (1, 2, 3 e 4) ou linhas horizontais indicam tanto as folhas de liços como os pedais.

Mas, antes de encerrar este capítulo vamos conhecer melhor o papel do ator principal.

  • Leitura e passagem dos fios do urdume: da direita para a esquerda (pode também ser feita da esquerda para a direita) e de cima para baixo. Ou seja, no caso do exemplo acima, será passado o primeiro fio no último olho do liço 4, o segundo no último do 2, o terceiro no penúltimo do 4, o quarto no penúltimo do 2, o quinto no antipenúltimo do 4, o sexto no antipenúltimo do 2 (os seis últimos traços verticais do código), e assim sucessivamente. Ao término da passagem do código (par de liços 2 e 4 mais a esquerda repetidos três vezes) o processo retorna ao início (à direita) se repetindo até ocupar toda a largura do urdume ou a largura do tecido pretendido. Verifica-se, portanto, a existência de uma propriedade cíclica no uso do código. O mesmo se aplica para a sequência de pedalagem.;
  • Leitura e a sequência de pedalagem: Encontra-se transcrita abaixo do código (na prática não existe esta notação, aqui utilizada apenas para facilitar a explicação), indicando que será pisado o par de pedais 24 três vezes, o par 23, também 3 vezes, e assim por diante. Lembro que a cada pisada é jogada a lançadeira para construir a trama. Observe que a leitura do código para a sequência de pedalagem é feita da esquerda para a direita.

Por enquanto é isso. Dê a sua opinião ela é muito importante.

UPDATE (19/03/2005): Publicado o post Tecelagem Popular no Triângulo Mineiro – O Trailer com a primeira versão do programa PHP.

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14
fev

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, CGI.br, acaba de lançar o site Antispam.br com informações sobre o que é spam, os problemas causados, origem e curiosidades, como identificar, dicas de prevenção e muito mais.

Lança também a campanha: Divulgue esta iniciativa para estimular o uso cada vez mais saudável, correto e seguro das redes ligadas à internet, disponibilizando banners com o código correspondente para que seja adicionado ao seu site.

“Participe você também. Vamos juntos construir uma internet Brasileira e global melhor para todos.”

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11
fev

Você sabia que é possível determinar o resultado de uma subtração (o maior menos o menor) entre um número real qualquer composto por três algarismos diferentes (por exemplo: 547) e seu inverso (no sentido de trás para frente: 745), a partir da informação da unidade ou centena desse resultado?

Em linguagem mais sofisticada:

Dados os números reais a e b, 10 < a,b < 1000, onde a é composto de três algarismos distintos e b é igual a a na ordem inversa (ou seja, se a tem a composição “xyz”, x, y e z números reais diferentes entre si, representando a centena, dezena e unidade de a, respectivamente, então b tem a composição “zyx”), é possível determinar o resultado da subtração do maior deles pelo menor, a partir da informação da unidade ou da centena do resultado, isto é, se a > b e ab tem a composição “def”, conhecido f ou d, a unidade ou centena do resultado, então é possível determinar este resultado.

Exemplificando:

Se a = 745 (x = 7, y = 4, z = 5), então b = 547 e ab = 745 – 547 = 198 (d = 1, e = 9, f = 8 ). A unidade do resultado é igual a 8 (f) e a centena 1 (d). A partir de f ou de d é possível determinar o resultado (198).

DEMONSTRAÇÃO:

Seja “xyz” a composição de a. Como x representa a centena, y a dezena e z a unidade de a, então:

a = 100x + 10y + z.

Por definição, b tem a composição “zyx” e por analogia:

b = 100z + 10y + x.

Portanto, considerando que a > b, temos x > z (representam as centenas de a e b) e substituindo a e b por seus valores obtemos:

ab = 100x + 10y + z – (100z + 10y + x)

Eliminando os parenteses efetuando a multiplicação por -1, a famosa troca de sinal:

ab = 100x + 10y + z – 100z – 10y – x

Efetuando as operações com os termos comuns, ou seja, 100x – x = 99x, 100z – z = 99z e 10y – 10y = 0:

ab = 99x – 99z

Colocando 99 em evidência – termo comum às duas parcelas:

ab = 99(x – z)

Até aqui, fica demonstrado que o resultado da diferença entre a e b será sempre um múltiplo de 99.

Como nas duas parcelas y não muda de posição, permanecendo na casa das dezenas e x > z, então o “e” da composição do resultado (“def”) será sempre igual a 9 (lembra do tira 1 dos tempos da aritmética!). E, para finalizar a demonstração, como o resultado será sempre um múltiplo de 99, necessariamente, também, será um múltiplo de 9. Pelo princípio da divisibilidade a soma dos algarismos de um múltiplo de 9 é também um múltiplo de 9 (o zero não vale!!). Como já estabelecemos que e = 9, então d + f = 9.

Agora ficou “mole”. Retornando ao exemplo do início, suponha que algum colega, amigo ou parente seu escolha exatemente o número ali indicado e informe que a centena do resultado é 1 (d) – ou a unidade é 8 (f), tanto faz. Como sabemos que e = 9 (sempre) e d + f = 9 => 1 + f = 9 => f = 9 – 1 = 8. Montando agora a composição “def” teremos 198. VICHE!

Finalmente, observem que o universo de resultados é bastante restrito. Mas dá para se divertir e possivelmente deixar alguém “invocado” com a mágica.

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9
fev

Outro dia estava a navegar pela imensa teia (poético, não) quando me deparei com o post “Isso está na especificação do CSS, é um bug do IE ou é burrice minha mesmo!?! “, do Gustavo Cardoso. Relembrei, então, que quando estava exercitando CSS com o padrão proposto pelo Revolução do CSS, encontrei uma situação que me pareceu bastante estranha. É o seguinte: os links dos menus funcionavam perfeitamente no Firefox, Netscape e IE, mas não funcionavam no Opera – tenho somente estes instalados no meu micro e, portanto, não sei o comportamento em outros browsers.

Encontrei a solução, assim meio que na tentativa e erro e uma boa dose de bom senso, mas não sei até hoje a razão na “ponta do lápis” e gostaria muito de saber. Quem se habilita?

Detalhando o problema:

No exemplo em que os links funcionam no Opera e nos demais browsers acima mencionados acrescentei o float:right e substitui o position: absolute por relative, na classe navegação como indicado abaixo. Veja aqui um exemplo:

/*……. NAVEGAÇÃO……..*/
.navegacao {
position: relative; /* Para o que não funciona -> position: absolute; */
top:205px;
right:25px;
width: 160px;
float:right; /* Para o que não funciona -> este atributo não existe */
}

O exemplo em que os links não funcionam sómente no Ópera (retirada do float e position: absolute) você pode ver aqui . A mesma situação pode ser observada no tema One Ring – muito bom, por sinal -, do Cláudio Dias publicado no Revolução do CSS.

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6
fev

Antes do boom em torno do AJAX utilizava, e ainda utilizo, uma rotina em PHP (veja funcionando aqui), gerando código javascript visando:

  1. Evitar o refresh da página e a pesquisa ao banco de dados a cada digitação de um campo de uma tabela, para exibir a sua descrição ou uma mensagem de erro no caso de não existir;
  2. Carregar permissões de acesso, após o usuário se logar, em aplicações disponibilizadas na Web.

Citando um exemplo para clarear as idéias (assim espero):

Um aplicativo multiusuário que permite alterar, incluir e excluir dados, entre outras funcionalidades, relativos à uma determinada modalidade de contrato com vários termos (número dos contratos). Cada usuário tem o seu login e senha e são cadastradas as modalidades de contratos e os termos que podem ser manipulados por ele. Ao se logar no aplicativo estas informações são carregadas do banco de dados para uma ou mais matrizes (array’s) e, a partir daqui, toda a digitação feita nos campos modalidade e termo é checada diretamente no cliente via javascript, inviabilizando acessos a contratos não permitidos sem a necessidade de pesquisa ao banco de dados a cada transação, evitando, ainda, o refresh da página.

Note que nesse exemplo real é necessário a utilização de matrizes com 2 dimensões. A rotina apresentada neste post utiliza-se de matrizes 1 x n (vetor) e trabalha com a tabela wp_categories do VICHE. O código em PHP da rotina é apresentado abaixo e as explicações dos pontos chaves colocadas entre /* e */. O XHTML é simples e não será explicado aqui.

Não é recomendado utilizar esta rotina para carregar tabelas com muitos dados (já fiz uso em tabelas com 400 registros e funcionou muito bem).

/*

conexão e seleção do banco (mysql_connect e mysql_select_db)


*/

<head>
<? php
echo “<script type=\”text/javascript\”>\n”;

/*
Definição da função categorias com os parâmetros cat (o campo id_cat do formulário), i e j (id dos campos onde serão exibidas as informações do nome da categoria e da quantidade de posts. Veja a chamada utilizada no html do exemplo:

<input name=”id_cat” id=”id_cat” type=”text” size=”4″ maxlength=”4″ onblur=”categorias(this.value, ‘desc_categoria’, ‘num_posts’)” /><br />
*/

echo “function categorias(cat , i, j) {\n

/*
Definição das matrizes onde serão armezanadas as informações do nome da categoria e da quantidade de posts publicados
*/

var categoria = new Array();
var num_posts = new Array();\n”;

/*
Leitura da tabela wp_categories e alimentação das matrizes
*/

$SEL_categoria = mysql_query (‘SELECT cat_ID, cat_name, category_count FROM wp_categories ORDER BY cat_ID’);
while ($rs = mysql_fetch_object($SEL_categoria)){
$cat_id = $rs->cat_ID;
$cat_nome = $rs->cat_name;
$num_posts = $rs->category_count;
echo ” categoria[$cat_id] = ‘$cat_nome’;\n”;
echo ” num_posts[$cat_id] = ‘$num_posts’;\n”;
}

/*
Crítica e display das informações nos campos correspondentes do formulário se informado corretamente. Caso contrário será exibida uma mensagem de erro.
*/

echo “if (categoria[cat]) { “;
echo ” document.forms[0].elements[i].value=categoria[cat];\n”;
echo ” document.forms[0].elements[j].value=num_posts[cat];\n”;
echo ” } else {“;
echo ” document.forms[0].elements[i].value=’Categoria não Cadastrada’;\n”;
echo ” document.forms[0].elements[j].value=”;\n”;
echo “}\n”;
echo ” document.forms[0].id_cat.focus();\n”;
echo ”
}\n”;
echo “</script>\n”
?>
</head>

Espero que tenham gostado e tenha alguma utilidade, apesar do uso cada vez mais frequente do AJAX, que ainda estou começando a aprender.

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4
fev

Em continuidade ao post CSS – Uma Experiência, onde registrei o caminho de minha perigrinação no aprendizado desta técnica, vou apresentar um pequeno histórico dos resultados obtidos por mim. Mais para incentivar os iniciantes e um pouco para chamar a atenção para o projeto Revolução do CSS. Antes que alguém me chame de espilicute, faço a ressalva de que não existe nenhum interesse em me auto promover (sou bem grandinho, tenho 1,87m e uns tantos anos de estrada).

Como já disse no post anterior, onde menciono outros sítios com a mesma finalidade, friso veementemente que se trata de um excelente exercício, pois além do CSS, você se vê às voltas com outras questões: como distribuir as cores para que se obtenha um visual harmonioso, como fazer para criar uma sombra nas margens laterais dos lay-outs, como colocar um degradê de fundo, qual fonte utilizar, e etc, etc, etc. Para um Webdesigner provavelmente tratam-se, em princípio, de questões bastante simples. O que não foi meu caso e não será o de muitos outros que estão iniciando. Mas, você que é webdesigner, deve exercitar seus conhecimentos de CSS em público e colaborar com o Revolução do CSS. Eu fiz isto com a “cara e a coragem” e obtive retornos (o Maurício do Maujor , o Henrique do Revolução , o Diego do Tableless , que o digam) que me ajudaram e incentivaram a continuar.

As questões acima mencionadas me forçaram a pesquisar. Li artigos sobre cores, tutoriais sobre Fireworks e PhotoShop, pesquisei sobre softwares que fornecem esquemas de cores a partir de uma básica (análogas, monocromáticas, complementares, triadic, tetradic), mais sobre CSS, XHTML e por aí a fora. Pelo que já foi dito, percebe-se o porquê da riqueza do uso dos CSS Zen Garden como prática de aprendizagem. É claro que tudo depende de cada um. Os Webdesigners que já possuem o conhecimento das técnicas para a construção de páginas bem elaboradas (no sentido visual, principalmente), eis aqui uma boa oportunidade para aprenderem CSS (para os que não sabem) e exercerem sua criatividade.

Eu, apesar das dificuldades e do tempo gasto (pouco, em função de minhas atividades profissionais) acho que progredi, tanto em conhecimentos como na melhoria da qualidade dos temas desenvolvidos. Claro, não chega a ter nenhuma obra de arte produzida mas dá para perceber o fato (os bons neste negócio façam um esforço e utilizem de uma boa dose de boa vontade) na relação dos temas abaixo indicados, mais ou menos na ordem cronológica de elaboração:

BONITO DE SE VER #0 (Plágio, vocês sabem de onde?)

I. Publicados

  1. Iniciante : Publicado pelo Maurício como forma de incentivo e agradecimento aos seus autores (e só por isto, acredito). No entanto, foi extremamente importante para mim o incentivo;
  2. Soft : Idem;
  3. Cerrado : Reformulado. A versão original era horrível. Esta até que deu uma melhoradinha;
  4. Cacau : Camaleón Css;
  5. Christ : CSS Zen Garden (não se assustem, foi publicado no espaço do coadjuvante, na categoria two column );
  6. Card Index : CSS Zen Garden (idem, na categoria disconnected );
  7. G : CSS Zen Garden (ibidem, na categoria disconnected) ;
  8. Mulher : Maujor;
  9. Card Games : Gigastyle;
  10. Sunrise : Gigastyle;
  11. Farol : Revolução do CSS.

II. Não Publicados

  1. Pôr-do-sol : No padrão do Revolução do CSS;
  2. Relva : Idem;
  3. Eye : CSS Zen Garden, semelhante ao tema mulher (veja acima);
  4. Card Games : CSS Zen Garden, semelhante ao tema de mesmo nome publicado no Gigastyle;
  5. E outros que são “parecidos” e que foram utilizados para a prática do CSS.

Recentemente, em Janeiro de 2006, o Maujor desativou o seu CSS Zen Garden. Uma pena! Muito provavelmente por falta de participação dos iniciantes (dava esta oportunidade) e dos experts. Se meu esforço servir de exemplo, não deixem o mesmo acontecer com o Revolução do CSS cujo projeto se destina primordialmente para os Webdesigners brasileiros, mas não necessariamente só para estes técnicos. Vamos lá, mãos a obra!
Arretei-me. VICHE!

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